Jardim Botânico da UTAD

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Variedades de Frutos Regionais

Tipo
Variedade
Origem
 
Ver lista completa de variedades

 

FICHAS VARIETAIS (Amendoeira)

As características das cultivares que se apresentam nas «fichas varietais», são o resultado de observações efectuadas em árvores produtivas, em condições de sequeiro., em vários locais da região de Trás-os-Montes e Alto Douro (Quintas Novas/Alfândega da Fé; Quinta do Marmeleiro e Cardanha/Torre de Moncorvo; Barca d'Alva/Freixo de Espada à Cinta; Quinta da Estuarda/S. João da Pesqueira; Avidagos/Mirandela) e no Banco de Germosplasma da Amendoeira existente no Centro Experimental da Terra Quente/Quinta do Valongo/Mirandela.

As características indicadas referem-se a:
• Origem
• Expansão
• Árvore (Características agronómicas)
• Fruto (características comerciais)
• Particularidades e apreciação global

VIGOR
O conhecimento desta característica tem consequências na eleição dos compassos de plantação (quanto maior o vigor, em condições semelhantes, maior será o compasso de plantação) e nos porta-enxertos a utilizar. Classificou-se de fraco, fraco a médio, médio, médio a forte, forte e muito forte

PORTE
Embora as operações de poda possam interferir significativamente nesta característica, trata-se no entanto, de um bom auxiliar para a identificação das cultivares; assim, consideraram-se portes: muito erecto, erecto, médio, aberto e prostrado.

s

 

 

 

 

 

 

RAMIFICAÇÃO
É importante em termos de renovação das copas e do seu conhecimento dependerá o tipo de poda a executar (quanto maior a densidade de ramificação, mais severa tem de ser a poda); classificaram-se as ramificações das árvores, desta forma: escassa, média, média a abundante e abundante.

LOCALIZAÇÃO DAS FLORES (e dos frutos)
O conhecimento desta característica diferenciadora das variedades é de grande importância para o êxito da poda, no que respeita à renovação dos órgãos de frutificação, que caso não ocorra, provoca diminuições de produção; assim, as flores e, por conseguinte, os frutos, localizam-se em: ramalhetes de Maio, ramalhetes/ramos mistos, ramos curtos e ramos mistos.

DENSIDADE DE FLORAÇÃO
Trata-se de um factor muito marcado pelas técnicas culturais usadas, nomeadamente pelas fertilizações e que face às irregularidades de vingamento, é muito importante; classificaram-se as árvores de densidade de floração: baixa, média, alta e muito alta.

ÉPOCA DE FLORAÇÃO
Dada a ocorrência de geadas e gelos, no período de floração, que muitas vezes se estendem por alguns dias, o conhecimento da época de floração é uma vantagem preciosa para a opção varietal na decisão do fruticultor.
Para a respectiva classificação, utilizaram-se as seguintes datas de ocorrência, referentes à plena floração:

Muito precoce ……..……………. até 31 de Janeiro
Precoce ……........……………… de 1 a 15 de Fevereiro
Média ……................…………… de 16 a final de Fevereiro
Tardia ……..............……………. de 1 a 15 de Março
Muito tardia …..............………… após 15 de Março

Nota 1: relativamente, ao domínio da floração, foram também observadas outras características (forma e coloração dos gomos florais; cor, características particulares, forma e tamanho das pétalas; posicionamento do estigma em relação ao plano das anteras) que aqui não serão reproduzidas por as considerarmos de menor importância para o conhecimento do fruticultor e, principalmente, para que as «fichas» tenham uma leitura simplificada e mais atractiva.

. Fruto (características comerciais)

FORMA DO FRUTO
A forma do fruto (e do grão) determina a utilização da futura amêndoa; para este efeito, optamos pela classificação que se indica no esquema apresentado

s

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


DUREZA DA CASCA/RENDIMENTO A BRITAGEM
Esta característica assume, do ponto de vista técnico, uma importância particular, uma vez que representa a conversão de produção bruta das variedades em grão, cujo interesse comercial é maior.

Com base na classificação que adapta uma relação entre a dureza da casca ( o rendimento do fruto (rendimento à britagem), aceite tanto nos USA, onde surgiu pela primeira vez, como nos países do Mediterrâneo que a adaptaram a partir de 1975, podemos classificar as variedades em estudo, do seguinte modo

Dureza da Casca
(Notação Portuguesa)

Rendimento em Grão (¹)
(peso semente/ 100g. de amêndoa c/ casca)

muito dura
dura
semi-dura
semi-frágil (semi-molar)
frágil (molar)

<25
25-35
35-45
45-55
>55

(¹) Fórmula de Cálculo: (peso das sementes de 100 frutos/ peso total dos 100 frutos)x100

PERCENTAGEM DE AMÊNDOAS GEMEAS
O aparecimento de amêndoas gémeas, constitui uma característica depreciativa, uma vez que o miolo de amêndoa é sujeito a uma série de processos mecânicos, como a britagem, a despelagem e a laminação, nos quais as deformações das sementes gémeas causam algumas dificuldades - é um factor muito importante na industrialização, dado que impede a normalização nos processos actuais de transformação; avaliou-se esta característica pela seguinte tabela (nº de amêndoas gémeas no lote de amêndoas britadas):

Classificação

%

nula
baixa
média
alta
muito alta
0
até 5
de 5 a 15
de 15 a 25
>25


DESCRIÇÃO DO GRÃO

De uma forma sumária, refere-se o tamanho do grão (pequeno, médio e grande), a forma (comprido, amigdalóide, elíptico, cordiforme e redondo), os tegumentos (liso, pouco rugoso, rugoso) e a avaliação organoléptica (atractivo ou pouco atractivo).

Nota 2: a avaliação organoléptica foi efectuada por um painel de provadores, em que a escala utilizada foi de 1, 3, 5 e 7, para o aspecto, cor, consistência, frescura e sabor, sendo l-mau e 7 -(óptimo e agrupadas, posteriormente, da seguinte forma: grão pouco atractivo (média até 3), grão atractivo (> 3 e < 5) e grão muito atractivo (>5).
1 - mau (desagradável)
3 - aceitável
5 - bom (agradável)
7 - óptimo (muito agradável)

Nota 3: também, no âmbito das características comerciais do fruto, foram observados outros factores caracterizadores (calibre/nº de frutos para um quilograma, características químicas e aptidões preferenciais); no entanto, e pelas mesmas razões relativas à floração, não serão aqui resumidas, mas apenas apresentada uma breve resenha na caracterização morfol6gica (outros parâmetros).

Fonte: MONTEIRO, A.M., CORDEIRO, V.P., GOMES-LARANJO, J. 2003. A AMENDOEIRA. SÉR. PATRIMÓNIO NATURAL TRANSMONTANO, JOÃO AZEVEDO ED. MIRANDELA

 

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